Médico de 76 anos é preso em São Paulo sob suspeita de abuso contra a própria neta

 

Da Redação

Um médico de 76 anos, que estava foragido da Justiça, foi preso na última sexta-feira (13) na Alameda Lorena, na região central da cidade de São Paulo. Ele é suspeito de estuprar a própria neta, uma criança de apenas quatro anos.

A prisão foi realizada por agentes da Delegacia de Defesa da Mulher de São Vicente, que cumpriram um mandado de prisão preventiva expedido no início de fevereiro. A decisão judicial foi assinada pelo juiz Frederico dos Santos Messias, da 4ª Vara Cível de Santos, no dia 7 de fevereiro.


Prisão e procedimentos legais

Após ser detido, o suspeito foi encaminhado ao 78º Distrito Policial, no bairro Jardins, onde o caso foi registrado como captura de procurado. No sábado (14), ele passou por audiência de custódia, ocasião em que a Justiça decidiu manter a prisão.

De acordo com a Secretaria da Administração Penitenciária, o médico encontra-se atualmente no Centro de Detenção Provisória I de Pinheiros, também na capital paulista, onde permanece à disposição da Justiça.

Defesa nega acusações

Em nota, a defesa do investigado afirmou que ele “repudia veementemente” as acusações. Os advogados sustentam que a denúncia seria resultado de um contexto de “alienação parental” e “denunciação caluniosa”.

Ainda segundo a defesa, exames periciais não teriam identificado sinais de abuso, argumento que está sendo utilizado para contestar judicialmente a prisão preventiva.

Relato da criança e investigação

Conforme consta na decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, a mãe da criança percebeu mudanças no comportamento da filha, o que despertou suspeitas. Ao ser questionada, a menina teria relatado que o avô a machucou, além de ter pedido que o fato não fosse contado a ninguém.

O depoimento também indica que a criança demonstrava medo de que o avô pudesse voltar a lhe fazer mal, elemento considerado relevante no andamento das investigações.

Contexto familiar

Os pais da menina estão separados há cerca de três anos. Segundo as informações apuradas, o pai mantém a guarda compartilhada com visitas quinzenais, geralmente aos finais de semana. Nos demais dias, a criança reside com a mãe em São Vicente, no litoral paulista.

O suposto crime teria ocorrido no dia 21 de fevereiro, durante um período em que a menina estava sob os cuidados do pai, na capital.

O caso segue sob investigação e deve avançar com a análise de provas técnicas, depoimentos e laudos periciais, enquanto a Justiça avalia os elementos apresentados por acusação e defesa.

Esse artigo é baseado em materia publicada originalmente no site: https://www.noticiasaominuto.com.br



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